HAIR

When the moon is in the Seventh House And Jupiter aligns with Mars Then peace will guide the planets And love will steer the stars
This is the dawning of the age of Aquarius The age of Aquarius Aquarius! Aquarius!
Harmony and understanding Sympathy and trust abounding No more falsehoods or derisions Golden living dreams of visions Mystic crystal revalation And the mind's true liberation Aquarius! Aquarius!
When the moon is in the Seventh House And Jupiter aligns with Mars Then peace will guide the planets And love will steer the stars
This is the dawning of the age of Aquarius The age of Aquarius Aquarius! Aquarius!
(uma pequena homenagem minha ao meu amigo Ademir Muniz. VAleu, camarada)
Escrito por Claudinei Vieira às 12h56
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Primeira imagem de "É de Manhã"
"É de Manhã" é o nome do meu primeiro curta-metragem de ficção, o qual finalmente foi finalizado e editado. Ainda vou falar bastante dele (sem dúvida!). Por enquanto fica essa imagem da atriz principal, a Luciana Gattamorta.
Escrito por Claudinei Vieira às 07h51
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dia 05 de Maio os Poetas vão à Galeria
Ano passado fizemos esse encontro na Coletivo Galeria, em Pinheiros, São Paulo. Desconcertante, em todos os sentidos plenos e absolutos da palavra. A poesia jorrou, letras e músicas, poetas e músicos, cerveja e vinho. A energia que palpitava nessa noite arrebentaria uma usina hidrelétrica. Foi um dos momentos mais especiais que tive na vida.
Este ano a poesia retorna à galeria. E tem tudo para repetir o mesmo efeito. Marcelo Montenegro, Mário Bortolotto, Pierre Masato, Fabiana Faleiros, Paula Klaus, Sérgio Mello, Ricardo Carlaccio, Fábio Brum, jam e pocket-show do 'Saco de Ratos Blues', já estão confirmados.
Poetas na Galeria.

Escrito por Claudinei Vieira às 07h41
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FOTOBLOG DO DESCONCERTOS EM SUPER-AÇÃO!
Depois de um tempo sem atualizações o FOTOBLOG DO DESCONCERTOS volta turbinado, com algumas fotos que demorei um pouco a postar, mas agora estão presentes: teve o lançamento de 'Você me deixe, viu?Eu vou bater meu tambor!" da Cidinha da Silva; teve os Desconcertos, Na Paulista com a Maria José Silveira, e o Eróticos, com o Xico Sá, Luiz Roberto Guedes e Glauco Mattoso (Douglas Diegues nâo pôde aparecer mas fizemos questão de ler textos seus); do dia 26 para o 27 teve a emocionante apresentação do Marcelo Montenegro, Fábio Brum, Fábio Pagotto e a presença fantástica do mestre Chacal no Tranqueiras Líricas . Foi o dia e a noite da Virada, do qual pincei momentos na Casa das Rosas, onde permaneci: conheci a poeta Larissa Marques, trombei com amigos queridos, teve Tom Zé e show de tango, enfim, o Fotoblog não dá a dimensão total da coisa, não é possível, mas dá para ter uma idéia. Está tudo AQUI no Desconcertos em Foto!

Marcelo Montenegro, Chacal; Xico Sá, Glauco Mattoso, ao fundo

Maria José Silveira; Cidinha da Silva

na Virada; Larissa Marques
Escrito por Claudinei Vieira às 07h37
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JULIETTE DROUET
Vitor Hugo, autor de "Notre Dame de Paris" (ou "O Corcunda de Notre Dame"), "O Homem que Ri", "Os Trabalhadores do Mar" e "Os Miseráveis", foi um dos meus primeiros e principais ídolos do começo da minha vida inteligente, isto é, desde o momento em que eu comecei a ler. A literatura francesa e a russa foram as que fizeram a minha cabeça naquela época (depois foi a latino-americana; a brasileira veio muito depois, custou a acontecer). Os russos com Dostoievski, Gogol, Gorki. Os franceses com Alexandre Dumas, Julio Verne, o grandioso Balzac. E Vitor Hugo.
Há, em torno de Hugo, uma aura irremediavelmente romântica que descobri quando comecei a ler uma coleção de suas obras na biblioteca perto da minha casa. Um dos últimos volumes era sua biografia. Minha admiração e entusiasmo cresceram extraordinariamente. O cara foi fodido. Ainda na adolescência lançou um livro de poemas que o tornou conhecido como gênio precoce e foi base do movimento romântico francês; como dramaturgo, assumiu a liderança do movimento ao abalar as bases da dramaturgia tradicional dominada pelo Classicismo; como romancista, escreveu obras imortais que até hoje impressionam; como político foi um liberal de centro-esquerda que lutou contra a semiditadura do sobrinho de Napoleão Bonaparte do melhor modo que conhecia: escrevendo. Impedido de exercer sua magistratura, exilou-se por conta própria na Inglaterra e prometeu que só voltaria para a França quando Luís Bonaparte saísse do poder; isso demorou vinte anos, mas nunca arredou pé. Morreu idolatrado e amado pelo povo francês. Possível ser mais Romântico do que isso?
Além de tudo isso, era bonitão. Um verdadeiro galã. E um galinha de marca maior. Teve centenas de amantes durante a vida inteira. Ele corria atrás mesmo e elas caíam aos seus pés. Era impressionante. Com um detalhe: sempre ficou casado com a mesma mulher. Adele Foucher deve ter comido milhões de sapos durante este tempo todo, com as presepadas do marido. Ela agüentou calada e nunca quis se divorciar ou algo pelo estilo. Um dos símbolos máximos do antifeminismo, então? A autêntica mulher-de-malandro-francês? Sei lá.
O que sei é que estava eu lá lendo aquela tal biografia (cuja linguagem castiça e moralismo pudico me exasperavam; o autor fazia malabarismos para deixar de lado os detalhes mais picantes) quando viro uma determinada página e vejo uma pintura... dela. Juliette Drouet. O meu coração deu um salto. E me apaixonei na hora. Minhas entranhas que há horas estavam se corroendo de inveja do poeta deu um salto brusco. A inveja virou quase ódio. Puro despeito.
Juliette Drouet era atriz. As peças eram garantia de sucesso se ela estivesse no elenco. Sua beleza era notória, foi cantada em versos e prosa e foi retratada por vários pintores, sendo que seu retrato mais famoso era o que estava no livro. Fiquei tão fascinado que não conseguia tirar os olhos. Foi paixão mesmo. Absoluta. Vitor Hugo também sentiu a mesma paixão e ficou de quatro por Juliette. Não faço a mínima idéia se ela chegou a resistir ou se a paixão foi recíproca desde o primeiro momento. O fato é que ela abandonou a carreira de atriz e qualquer possibilidade de carreira para ser a amante 'principal' de Hugo em um relacionamento que durou, por baixo, uns quarenta anos. E ele manteve as duas casas, Juliette morou sempre perto da família, à 'disposição', e até onde entendi tudo isso era plenamente conhecido por todo mundo.
Será que estou sendo claro? Deixem-me repetir. Ele era uma figura mais do que pública; tinha uma mulher da qual nunca se separou; tinha uma amante cujo relacionamento 'estável' só acabou quando ele morreu; E ainda tinha as outras Centenas de amantes! as quais ele também nunca fez segredo. Que loucura.
Durante muitos anos não pensei nestas coisas; fazia questão de não lembrar. Aliás, atualmente nem mesmo leio Hugo, não suporto mais aquele romantismo agridoce, melodramático e exagerado ("Os Trabalhadores do Mar" continua bom e eu o releio constantemente, mas "Os Miseráveis" é insuportável). Juliette Drouet morreu em 1886; isso significa que em 2006 foi de cento e vinte anos de sua morte. Até que há poucos dias, tornei a ver o retrato dela. Sabem o que é pior? É até melancólico e de uma bobice tremenda confessar, mas é verdade.
Continuo apaixonado.

Escrito por Claudinei Vieira às 07h43
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poemagem: POEMA BRANCO


Escrito por Claudinei Vieira às 07h40
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De Virada
claro que haverá muita coisa imperdível, para todos os gostos e posicionamentos ideológicos, culturais, existenciais e o que mais.
É que, simplesmente, algumas coisas são mais imperdíveis do que outras, em minha modestíssima opinião. A Casa das Rosas será um dos epicentros disso. Por exemplo: os Desconcertos. 15:00 com a Maria José Silveira. Se não entende a importância dessa escritora no contexto literário brasileiro destes últimos anos, basta se informar um pouquinho. Ou bater um papo conosco e conhecer um pouco mais de sua literatura e atuação. Ás 19:30, o Desconcertos Eróticos (gentilmente chamado pelo Guedes de 'Sarau Pornoerótico', com figuras do naipe do Xico Sá, Glauco Mattoso, Luiz Roberto Guedes, e a 'presença poética' do selbaje portunhol do Douglas Diegues. Dizer imperdível é pouco e repetitivo. Mas repito: imperdível.
a noite só começa: terei a oportunidade e o prazer de conhecer, ao vivo, isto é, não virtualmente, a poeta Larissa Marques, que estará autografando seus livros, pelas 19:00. Vou assistir ao Tom Zé (já assisti a tantos shows dele, poderia se pensar que cansaria; mas, não cansa; o prazer é inesgotável). Para quem não conhece, as 02:30 de sábado para domingo, Tranqueiras Líricas, um dos espetáculos seminais, absolutamente clássico, absurdamente bonito, de música e poesia que já rolou por estas terras paulistânicas e que deveria ser conhecido por qualquer pessoa com um mínimo de inteligência e sensibilidade. É poesia / música / música / poesia do mestre-poeta contemporâneo Marcelo Montenegro acompanhado pela guitarra fenomenal de Fábio Brum e baixo de Fábio Pagotto.
Quer dizer, imperdível e etc e tal.
Isto é, Imperdível, etc e tal.

Tranqueiras Líricas com Marcelo Montenegro, Fábio Brum ao fundo

De Marcelo Montenegro: "De sábado pra domingo, às 2 e meia da manhã, apresento minhas Tranqueiras Líricas, na Casa das Rosas, durante a Virada Cultural. Legal pra caramba fazer de novo, digamos, o “espetáculo” inteiro, depois de uma porrada de apresentações curtas no ano passado, com vários chapas escritores e músicos, entre CEPs e Populares. Botei alguns poemas novos na parada e vai ser a primeira vez que farei com percussão, a cargo de Rick Vechione. Completam a cozinha os brothers e músicos fudidaços Fábio Pagotto no baixo e Fábio Brum - já comparsa das antigas - na guitarra. A velha história: literatura na tomada, com pique de jazz e rythm´blues. A Casa das Rosas fica na Av. Paulista, 37. Quem puder ajude espalhar o treco e, claro, apareçam. Grande abraço, Marcelo Montenegro." -------------------------------------- Orfanato Portátil http://marcelomontenegro.blog.uol.com.br
Programação da Casa das Rosas agita a Virada Cultural Municipal nos dias 26 e 27.04
Programação eclética inclui maracatu, peça de teatro, poesia, quarteto de cordas, shows de Tom Zé, Kléber Albuquerque, Marcelo Montenegro, Cecilia Aimé e Lula Barbosa, além de café da manhã para o público.
Tom Zé, Glauco Mattoso, Cecília Aimé, Kléber Albuquerque, Douglas Diegues, Xico Sá, Luiz Guedes e Lula Barbosa são algumas das 12 atrações da extensa programação, totalmente gratuita, que a Casa das Rosas preparou com produção da APAA – Associação Paulista dos Amigos das Artes, e a realização da Secretaria de Estado da Cultura para a Virada Cultural Municipal 2008, que acontece no sábado e no domingo, dias 26 e 27.04. Veja abaixo programação completa.
CASA DAS ROSAS
Sábado – 26.04
13h30 ARRASTÃO COM A CIA. CARACAXÁ Apresentação musical Concentração às 13h30 no vão livre do MASP – Av. Paulista 1.578 Apresentação às 14h no jardim da Casa das Rosas Vagas ilimitadas
A Cia Caracaxá conta com cerca de vinte integrantes que pesquisam o Maracatu de Baque Virado, também conhecido como maracatu-nação. Eles percorrerão a Avenida Paulista inaugurando a programação da Virada Cultural na Casa das Rosas. O conteúdo abordado tem como inspiração os Carnavais de Recife os diversos folguedos populares da Cultura Regional Pernambucana. Em seu repertório, a Cia. canta toadas próprias e de maracatus tradicionais, buscando a reprodução fiel dos diferentes toques de cada Nação. Os giros, passos ritmados e figurinos típicos das Nações de Maracatu unidos à força e vigor da Alfaia de Macaíba acentuam a sincronia do grupo.
15 h DESCONCERTOS NA PAULISTA Entrevista pública Hall de entrada 50 cadeiras
Claudinei Vieira conduzirá entrevista com a romancista, cientista política e antropóloga Maria José Silveira. Haverá debate público com leituras de textos de sua autoria. Maria José Silveira nasceu em Jaraguá, Goiás. Graduou-se em comunicação pela UnB e é mestre em Ciências Políticas pela USP. É antropóloga pela Universidade Nacional Mayor de San Marcos, de Lima, no Peru, e é autora de dois ensaios: “Produción, parcelaria y universo ideológico – El caso de Puqio” e “Campesinato y ideologia”. Em 1980, fundou a Editora Marco Zero, da qual foi diretora até 1998. Em 2002, estreou como romancista, com a publicação de “A mãe da mãe de sua mãe e suas filhas”, cujos direitos foram adquiridos pela TV Globo para produção de minissérie.
16h30 COMO COMPOR UMA CANÇÃO DE SUCESSO Teatro de Rua – Núcleo Arruaça! Jardim da Casa das Rosas Vagas ilimitadas
Direção e Concepção: Ana Roxo e Cristiano Meireles Com: Aline Anfilo, Ana Roxo, Carolina Nagayoshi, Cris Meireles, Eder Lopes, Marcos Reis, Tabata Makowski, Thais Navas e Vlamir Sibila Uma banda de pouca identidade, mas capaz de assumir muitas, está procurando qual é o melhor estilo que pode levá-la ao sucesso. Através de longas pesquisas eles descobrem como compor um sucesso em qualquer ritmo. No espetáculo eles apresentam esses mecanismos à platéia e com a ajuda dela comporão três "rits".
18 h RASCUNHOS POÉTICOS Recital de poesia Hall de entrada 50 cadeiras
Recital de poesias de autoria dos alunos da Casa das Rosas no curso Rascunhos Poéticos, ministrado por Carlos Savasini e Osvaldo Pastorelli. O grupo de criação poética baseia-se na escrita estimulada pela apresentação de temas: poesias, textos em prosa, músicas, imagens, filmes, e objetos. O trabalho que será apresentado conclui o curso de março e abril de 2008.
19h SESSÃO DE AUTÓGRAFOS COM A AUTORA LARISSA MARQUES Hall de entrada
A poeta de Sobradinho/DF estará na Casa das Rosas durante a noite autografando dois dos três títulos que fazem parte de “A Trilogia do Conflito”: Infernos Íntimos - parte "She" da trilogia poética; e O Oco e o homem - parte "He", que completa a trilogia de Larissa Marques.
19h30 DESCONCERTO ERÓTICOS Recital de Poesia Hall de entrada 50 cadeiras
Os consagrados autores Glauco Mattoso, Douglas Diegues, Xico Sá e Luiz Roberto Guedes farão leituras de seus poemas eróticos. Glauco Mattoso: Ícone da poesia marginal insurgida nos anos 70. Seu mais novo livro é “A Aranha Punk”, sonetos contemporâneos. Destaca-se pela irreverência e pelo sarcasmo desde seu “Jornal Do Brábil”, publicado de forma independente no início dos anos 80. Douglas Diegues: Nasceu no Rio de Janeiro, mas foi criado em Ponta Porã (MS), fronteira do Brasil com o Paraguai. Seu estilo mescla influências culturais e lingüísticas do vasto oeste fronteiriço. Seu mais recente livro é “O Astronauta Paraguayo”. Xico Sá: Xico Sá nasceu em Santana do Cariri, no Ceará, mas por ter crescido em Recife, se considera "meio cearense, meio pernambucano, mas macho acima de tudo". Ele mantêm o site Capapuceiro, e escreve em diversos jornais e revistas. Luiz Roberto Guedes: nasceu em São Paulo, é poeta, escritor e tradutor. Letrista de música popular sob o pseudônimo de Paulo Flexa. Publicou, entre outros, os livros “O mameluco voador”, “Calendário Lunático” e a antologia de poemas “Paixão por São Paulo”.
21 h CECILIA AIMÉ – O Tango e Borges Apresentação de música e poesia Palco externo – Jardim da Casa das Rosas Vagas ilimitadas
A apresentação O Tango e Borges traz a relação entre os diferentes e notáveis temas do tango e a poesia de um dos maiores autores hispano-americanos, Jorge Luis Borges. A cantora de tango argentina Cecilia Aimé será acompanhada pelo músico argentino Claudio Votta (teclado), pelo bandoneonista uruguaio César Cantero e pelos atores brasileiros Gloriete Rodrigues e Marcio Lousada.
23 h TOM ZÉ Apresentação Musical Palco externo – Jardim da Casa das Rosas Vagas ilimitadas
Antônio José Santana Martins, baiano nascido de 1936, é compositor, ator, cantor, arranjador, intérprete irreverente. Estará com sua banda no palco da Casa das Rosas no momento da virada do dia 26 para 27 de abril, trazendo repertório variado: seus sucessos antigos e os atuais, do seu último CD Danç-Êh-Sá, considerado entre os dez melhores do ano pelos críticos do jornal "O Estado de São Paulo". Um artista multifacetado, multi-instrumentista, uma das figuras mais originais da música brasileira. Um dos líderes do movimento Tropicália, vencedor de diversos prêmios nacionais e internacionais, é tema de mais de duzentos trabalhos acadêmicos, filmes e centenas de artigos. É o Tom Zé e dispensa apresentações.
Domingo- 27.04
01 h KLÉBER ALBUQUERQUE Apresentação musical Palco externo – Jardim da Casa das Rosas Vagas ilimitadas
Kleber Albuquerque, paulista de Santo André, apresenta suas canções que trafegam por gêneros distintos como o rock, o samba, o blues, a bossa e até a opereta. Músico e compositor, Kléber estudou música na Fundação das Artes, em São Caetano, e fez canto popular e erudito na Universidade Livre de Música, em São Paulo. Tem quatro CDs lançados, sendo o elogiado “Desvio” o mais recente trabalho. Suas canções já foram gravadas por Ceumar, Rubi, Miriam Maria, Ladja Betânia, Roseli Martins, Selmma Carvalho e Eliana Printes. Tem parcerias com Zeca Baleiro, Dante Ozzetti, Sérgio Natureza, Tata Fernandes, Flávio Alves, Ceumar, Rubi, Élio Camalle, Luiz Gayotto, Madan, entre outros.
02h30 TRANQUEIRAS LÍRICAS Apresentação de música e poesia Palco externo – Jardim da Casa das Rosas Vagas ilimitadas
O poeta Marcelo Montenegro, ao lado do guitarrista e parceiro Fábio Brum, fará uma apresentação de blues com poemas de seus livros “Orfanato Portátil” e “Hemingway Hotel”. O espetáculo, que também já passou por Rio de Janeiro, Londrina e Curitiba (PR) e é referência na intersecção entre literatura e música no palco, contará com a participação de músicos convidados.
03h30 LULA BARBOSA: SERESTA, O CANCIONEIRO DA PERDA Apresentação musical Palco externo – Jardim da Casa das Rosas Vagas ilimitadas
Lula Barbosa, reconhecido músico e compositor, trará o repertório das serestas, passando por alguns nomes como Sylvio Caldas e Chico Buarque. Artista de projeção nacional, Lula obteve a segunda colocação no badalado Festival dos Festivais, da TV Globo, com a canção “Mira Ira” (parceria com Vanderlei de Castro). Suas músicas foram gravadas por diversos nomes prestigiosos da música brasileira, como Roberto Carlos, Fábio Jr e Jair Rodrigues. Seu trabalho “A Voz do Violão”, de 1994, foi indicado ao Prêmio Sharp, e “Amigos, Sonhos e Canções”, de 2005, indicado ao Prêmio TIM. Atualmente, prepara um novo CD, o oitavo da sua carreira, com 15 canções inéditas compostas em parceria com o poeta mineiro Ricardo de Castro.
04h30 KROMA Apresentação musical Palco externo – Jardim da Casa das Rosas Vagas ilimitadas
Uma proposta camerística. Assim podemos definir o trabalho do quarteto de guitarras elétricas KROMA, formado no final de 1999 pelo guitarrista Heraldo Paarmann e que conta com Alexandre Spiga, Alexandre de Orio e Igor de Bruyn. O KROMA, que tem no repertório músicas de Pixinguinha e John Lennon a Mozart e Villa-Lobos, busca um conceito sonoro encorpado, com a utilização de “vibratos”, passagens de vozes separadas, flexibilidade, precisão, leveza, adaptação de detalhes da escrita do compositor às características sonoras da guitarra e a busca de uma homogeneidade timbrística entre frases sonoras. 06 h CAFÉ DA MANHA No café da Casa das Rosas Haverá distribuição de 200 senhas às 5h30
Café da manhã será distribuído ao público. Pães, bolos, sucos e café.
15 h A CASA É UM PALCO - Coletivo VACAMARELA e convidados Hall de entrada 50 cadeiras
Sarau de lançamento do 8º número de O Casulo – Jornal de Literatura Contemporânea – edição especial com poetas de São Paulo, que estarão presente declamando seus poemas.
Virada Cultural na Casa das Rosas Realização: Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo Produção: APAA - Associação Paulista dos Amigos da Arte Data: sábado e domingo (26 e 27.04) Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura Avenida Paulista, 37 – Bela Vista – Estação Brigadeiro do Metrô Tel: 11 3285-6986 site: http://www.apaacultural.org.br/casadasrosas Entrada: gratuita
Escrito por Claudinei Vieira às 00h26
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DESCONCERTOS E DESCONCERTOS NO DIA 26 DE ABRIL


Os DESCONCERTOS NA PAULISTA são encontros com os escritores responsáveis pelo melhor da literatura brasileira contemporânea. Eu convido o autor a trazer e compartilhar com o público três textos: um texto de um escritor reconhecido que considere seja muito importante para sua própria escrita; mais um texto de autoria própria, e por último um texto de algum novíssimo escritor que o convidado acredita ter potencial num futuro próximo. E em seguida, batemos um papo aberto e informal. Neste dia 26 de Abril (abrindo as atividades da Virada Cultural em São Paulo), terei o prazer de conversar com MARIA JOSÉ SILVEIRA, uma pessoa ligada profundamente ao mundo da literatura, não só como escritora como editora, com muita história para contar. Autora de "A Mãe da Mãe de sua Mãe e suas Filhas", «O Fantasma de Luis Buñuel», entre outros. Na Casa das Rosas, Avenida Paulista, 37, dia 26 de Abril, 15:00 hs. Logo após, as 19:30, o DESCONCERTOS DE POESIA ERÓTICA, ou mais simplesmente, sem frescuras, DESCONCERTOS ERÓTICOS. Vou receber Glauco Mattoso, Luiz Roberto Guedes, Xico Sá e sua verve deliciosamente desavergonhada. Douglas Diegues, e seu vigoroso portunhol selbaje também convidado, estamos tentando trazê-lo do Paraguai onde vive atualmente. Este vai ser na Casa das Rosas, Avenida Paulista, 37, dia 26 de Abril, 19:30. Desconcertemos, portanto.
Escrito por Claudinei Vieira às 16h04
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Aniversário de Fernanda D´Umbra

Fernanda D´Umbra no show do 'Fábrica de Animais', realizado no Bourbon Street, em foto antológica do Edinho Kumasaka
Que virada cultural, nada. O Marcelino que me perdoe, mas Balada Cultural também não. Nem os Desconcertos, nem. Este é o verdadeiro acontecimento cultural da cidade de São Paulo deste ano. Cultural, artístico, pessoal, e sei lá mais o que. Do tipo como se o coração estivesse batendo do lado de fora do peito, pulsante, formidável. Vivo. Fernanda D´Umbra convida para o seu aniversário. No Juke Point!
"O ESTRANHO MUNDO DE FLÁVIO VAJMAN
DOMINGO 20 DE ABRIL É o dia do meu aniversário. Farei uma grande festa, como há muito não faço, no Juke Joint. No palco do Juke: La Carne, Fábrica de Animais, Paulo de Tharso, Célio Brant e mais uma pá de gente que será cooptada até domingo. Faltará o Mário, que estará filmando até as 10h30 da segunda. O homem é trabalhador. No dia seguinte: feriado. Fazer aniversário em véspera de feriado é bom, vou dizer. Até o final da semana, dou mais detalhes. Ah! Importante: não se paga nada para entrar. Leve seus duzentos amigos.
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"Eu brigo com o Flávio às vezes. Xingo e o caralho. Mas logo depois, como se a gente fosse da mesma família, estamos conversando e resolvendo coisas e ligando pro cara do piano, decidindo que dia é melhor pro show tal, enfim... segue a dança. No Domingo, comemoro em sua casa meus 37 anos. Pedi ao Flávio que não houvesse ingresso no dia do meu aniversário, então ele me pediu que desse um toque nas pessoas para que levassem leite em pó. Ele já tá nessa de leite em pó desde o último show. Enchendo o saco com essa história de leite em pó. E por que? Porque esse leite alimentará as crianças internadas no Hospital Emílio Ribas. Sim, soropositivas. Crianças que convivem com o Flávio Vajman. Nosso amigo mal humorado faz lá um trampo voluntário. O Flávio Vajman, ele mesmo. Eu já vi o Flávio brincando com crianças. Elas são loucas por ele. Não se explica isso. É só uma coisa Bonita pra caralho. E sobre a Beleza, bem... Esse tem sido o tema do Jazz. Apareçam na festa, levem o tal leite. Levem mesmo. Agora vou correr para a aula. Minha mãe e minha irmã estão em São Paulo. Há muito não as via. Queria tirar o dia para ficar em casa com elas sendo lambida. Mas tá tudo certo. Tá um puta sol lá fora. Divirtam-se."
Fernanda D´Umbra, 'Sem Gelo - Um Blog Puro'
Escrito por Claudinei Vieira às 05h23
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DIA 26 DE ABRIL: DESCONCERTOS POR AÍ.
DESCONCERTOS NA PAULISTA com MARIA JOSÉ SILVEIRA. E DESCONCERTOS ERÓTICOS com Xico Sá, Glauco Mattoso, Luiz Guedes e Douglas Diegues.

Depois de uns tempos um tanto ou quanto complicados no final do ano passado e começo desse, parece que algumas coisas vão se encaixando. Os agitos estão acontecendo. Projetos se concretizando. Tá bonita a festa, pá, e ao que tudo indica vai se prolongar. Um filme, um curta. Um livro (ou dois). Um show, um espetáculo. Encontros e bate-papos. Desconcertos no ar. Aos poucos, tudo indicarei. À medida que aconteçam, terei sempre o inexaurível prazer de compartilhar cada momento.
Dia 26 de abril será um dia emblemático (gosto da palavra 'emblemático', é bonita, gostosa de usar, e até já virou um clichê, embora não tanto quanto 'paradigma', que também gosto mas que perdeu o sabor de tanto uso).
Na Casa das Rosas. Avenida Paulista, 37. Ao lado do metrô Brigadeiro.
15:00 - Desconcertos na Paulista com Maria José Silveira, autora de «Eleanor Marx, Filha de Karl.» e «O Fantasma de Luis Buñuel».
19:30 - Desconcertos Eróticos, um encontro com a poesia deliciosamente desavergonhada de Xico Sá, Glauco Mattoso, Douglas Diegues e Luiz Roberto Guedes.
Diz aí. No mínimo, será um dia desconcertante.

Os DESCONCERTOS NA PAULISTA são encontros com os escritores responsáveis pelo melhor da literatura brasileira contemporânea.
Eu convido o autor a trazer e compartilhar com o público três textos: um texto de um escritor reconhecido que considere seja muito importante para sua própria escrita; mais um texto de autoria própria, e por último um texto de algum novíssimo escritor que o convidado acredita ter potencial num futuro próximo. E em seguida, batemos um papo com o público.
MARIA JOSÉ SILVEIRA
Escritora e tradutora, Maria José Silveira é formada em Comunicação (pela Universidade de Brasília); em Antropologia (pela Universidad Nacional Mayor de San Marcos – Lima, Peru); e mestre em Ciências Políticas (pela Universidade de São Paulo). Foi sócio-fundadora e diretora da Editora Marco Zero. Publicou seu primeiro romance, “A Mãe da Mãe de sua Mãe e suas Filhas” em 2002, quando recebeu o prêmio APCA de Escritora Revelação. A partir daí, dedica-se apenas a escrever, tendo publicado desde então quatro romances, e vários livros infanto-juvenis. LIVROS PUBLICADOS
ROMANCES
- “A Mãe da Mãe de sua Mãe e suas Filhas”, Editora Globo/ São Paulo, 2002. Romance que recebeu o prêmio APCA 2002 Revelação e seus direitos para minissérie foram adquiridos pela TV Globo. Em segunda reimpressão.
- «Eleanor Marx, Filha de Karl.», editora Francis/ São Paulo, 2002. Traduzido para o espanhol e publicado no Chile por LOM Ediciones, em 2005 e na espanha por Txalaparta, 2006.
- «O Fantasma de Luis Buñuel», editora Francis/São Paulo, 2004 . Recebeu Menção Honrosa do Prêmio Nestlé de Literatura de 2005. Foi indicado como leitura para os vestibulandos de 2006 e 2007 da Universidade Federal de Goiás. Em segunda reimpressão.
- “Guerra no Coração do Cerrado”, editora Record, Rio de Janeiro, 2006.
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DESCONCERTOS ERÓTICOS

Escrito por Claudinei Vieira às 04h00
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Cidinha da Silva, Leandro Jardim, Sylvio Back: dias agitados, lançamentos e encontros, literatura em alta!
Mazza Edições convida para o lançamento do livro Você me deixe, viu?Eu vou bater meu tambor! de Cidinha da Silva
15 de abril, terça-feira, às 19 h Local: Ação Educativa Rua General Jardim, 660 – Vila Buarque São Paulo – SP • Inf.: (11) 3151-2333
Novo livro da escritora Cidinha da Silva terá lançamento em vários estados do país por Rosane Borges*
Já encontra-se à disposição o mais novo livro da escritora Cidinha da Silva, Você me deixe, viu? Eu vou bater meu tambor! (Mazza Edições, Belo Horizonte, 2008). Trata-se de uma publicação zelosa em que se pode a cada página perceber o esmero: prefaciado pela doutora Maria Nazareth Soares Fonseca, professora de Literatura da PUC Minas, apresentado, na orelha, pelo cineasta Jeferson De, e ilustrado sob a pena da artista Lia Maria, o livro é timbrado pela leveza, ironia requintada e sonoridade, fazendo-nos nos lembrar, vez por outra, a sonoridade de alguns poetas africanos.
Estruturado em um conjunto de 26 textos, entre crônicas e mini-contos, Você me deixe, viu? Eu vou bater meu tambor! é o segundo livro de literatura da escritora (o primeiro é Cada tridente em seu lugar, lançado em 2006 e reeditado em 2007) que brinda os(as) leitores com recursos literários sutis, mas nem por isso menos sofisticados. O eixo ordenador do livro gira em torno das afetividades, da sexualidade, do amor, do corpo, e é construído a partir das relações perturbadoras entre mulheres e homens, subvertidas criativamente pelos infindáveis modos de vida que se tecem no universo cotidiano de cada um(a). Relações aplacadas, inacabadas, conflituosas, são esquadrinhadas por Cidinha, que mais uma vez nos oferece a possibilidade de nos (re)visitar a partir da arquitetura que constrói as moradias efêmeras do outro, espelhadas em cada leitor(a).
Sobre a escritora - nascida em Belo Horizonte, Cidinha da Silva é historiadora, diretora do Instituto Kuanza, escreve ensaios e histórias curtas. Escreve, ainda, artigos relacionados à temática das relações de gênero e raciais. É autora dos livros Cada tridente em seu lugar (2006, 2ª edição), Ações afirmativas em educação: experiências brasileiras (2003, 3ª edição),entre outros." Contatos: edmazza@uai.com.br ; cidinha.tridente@gmail.com
todas as vozes cantam*
"Você reparou no título deste livro? Ele é preciso em diversos sentidos. Entre outras coisas, fala da capacidade que todos têm de se tocar por poesia. E essa é justamente uma das principais tônicas do poeta Leandro Jardim: a poesia não é só para poetas e sim para qualquer um que tenha em si ao menos uma fagulha de sentimento.
Muitas de suas poesias, como 'Riscos' e 'Joaninhas de Copacabana' são uma refrescante oposição ao excesso de hermetismo e referências, tão em voga ultimamente.
Leandro Jardim alinhava versos com leveza e desenvoltura. Tudo tilinta, tudo é musical: as palavras, os jogos de idéias, o ritmo dos versos, a cadência das rimas. 'Desenho 3x4' chega a parecer uma melodia. 'Decisão' canta em versos curtos os extensos sentidos de algumas palavras.
Além disso, nesse mundo marcado pela Internet, há muitas vozes cantando. Entretanto, é fácil perceber que, embora muito se veicule, são poucos os que não se limitam a bater sempre na mesma tecla. Leandro Jardim é um poeta que estréia com muito a dizer. A inquietação é flagrante em poemas como 'Trilogia: palavra, poeta, poesia' e 'Algo de belo a dizer'.
Enfim, esse livro é o coro ecoante de suas tantas vozes. Umedeça o dedo na língua, abra os lábios do livro. Elas estão esperando. Vamos, a orelha já está aberta. Já não há remédio senão escutar."
(Nathalie Lourenço escreve no blog Sabedoria de Improviso)
* texto da orelha do livro
Lançamento TODAS AS VOZES CANTAM 15 de abril, 20 h no DA GRAÇA Rua Pacheco Leão, 780 Jardim Botânico

AS MULHERES GOZAM PELO OUVIDO Poemas eróticos de Sylvio Back Gravuras de Géza Heller 80 páginas R$ 20,00 Selo Demônio Negro
Lançamento Data: 16 de abril, Horas: 20:00hs, Local: Livraria Dona Laura Livraria (Casa de Cultura Laura Alvim), na Av. Vieira Souto, 176, tel. 2522.8362, em Ipanema.
Investindo numa vertente incomum e rala na lírica brasileira, a poesia erótico-fescenina, o selo Demônio Negro está lançando AS MULHERES GOZAM PELO OUVIDO, de Sylvio Back, a quarta incursão do cineasta-poeta no gênero. O livro é ilustrado com xilogravuras inéditas do arquiteto e artista plástico húngaro Géza Heller (1902-1992). Back retoma neste livro sua vocação pelo verso desmetaforizado para discorrer, como diz, sobre partes erógenas, os precipícios do corpo e as estrupulias do ato sexual sem rebuços ou meios-tons. E arremata: “a poesia empurece qualquer palavra. Não há palavra impura para o poeta”.
EROS & FESCÊNIA Chamada de erótico-pornográfica ou, pejorativamente, poesia pornô e de sacanagem, ela freqüenta toda uma linhagem de ilustres cultores na história da literatura ocidental (de Bocaccio, Chaucer, Quevedo, Ronsard a Goethe; de Baudelaire, Rimbaud, Whitman, Apollinaire, Valéry, Verlaine aos lemericks ingleses; de Pierre Louÿs, Boris Vian a Neruda, etc.). Termo associado à cidade etrusca de Fescênia, o verso obsceno (literalmente, fora de cena), tem explícita origem na cultura popular. São estrofes lúbricas, picantes e de crítica moral que desde os clássicos romanos Catulo, Ovídio e Marcial, passando pelas medievais CANTIGAS D'ESCÁRNIO E DE MAL DIZER, pelo veneziano Aretino, pelo “Boca do Inferno” Gregório de Mattos, pelo português Bocage, aos nossos Bernardo Guimarães, Oswald de Andrade, os capixabas Paulo Vellozo, Jayme Santos Neves e Guilherme Santos Neves (autores do antológico CANTÁRIDAS), Manuel Bandeira e a Carlos Drummond de Andrade de AMOR NATURAL, representam — para muitos críticos — uma espécie de não-poesia. Até de negação do próprio fabro poético.
VERSO PROSCRITO Por recorrer a um jargão cassado pela sua crueza, humor e nonsense, pelo tônus licencioso e bestialógico dos versos, e no entanto prática oral, de cordel e erudita de todos os povos civilizados, a poesia erótico-fescenina via de regra é censurada e censurável, quando não literalmente proscrita. Mesmo nestes tempos de extrema permissividade e exposição erótico-sexual. No Brasil de hoje poucos são os poetas (dentre eles, Augusto de Campos, Sebastião Nunes, Affonso Romano de Sant’Anna, Armando Freitas Filho, Glauco Mattoso, Affonso Ávila, Décio Pignatari, Douglas Diegues, Luiz Roberto Guedes, Rubens Rodrigues Torres Filho) que se arriscam nesse registro sem temer pela repercussão junto ao restante de sua obra.
SYLVIO BACK é cineasta, poeta, roteirista e escritor. Autor de trinta e seis filmes (o mais recente, LOST ZWEIG) publicou em 1986, O CADERNO ERÓTICO DE SYLVIO BACK (Tipografia do Fundo de Ouro Preto, Minas Gerais), seu primeiro livro de poemas. Depois, MOEDAS DE LUZ (Max Limonad, São Paulo, 1988), A VINHA DO DESEJO (Geração Editorial, SP, 1994), YNDIO DO BRASIL (Poemas de Filme) (Nonada, MG, 1995), BOUDOIR (Sette Letras, Rio de Janeiro, 1999); EURUS (7Letras, RJ, 2004), TRADUZIR É POETAR ÀS AVESSAS (Langston Hughes traduzido) (Memorial da América Latina, SP, 2005), EURUS BILÍNGÜE (português-inglês) (Ibis Libris, RJ, 2006) e KINOPOEMS (@-book) (Cronópios Pocket Books, SP, 2006). Tem igualmente editados livros de contos, ensaios e dez roteiros de seus filmes.
O Selo DEMÔNIO NEGRO é um projeto editorial de Vanderley Mendonça, sócio da Amauta Editorial, editora voltada para o intercâmbio literário entre o Brasil e demais países de línguas ibéricas. Além de escolher os autores, o editor desenha, imprime, costura, cola e monta cada exemplar. O acabamento varia a cada edição, do uso de papéis especiais, com fibras metálicas ou emborrachados, a montagens artesanais que dando aspecto diferenciado às edições: capas duras impressas com clichês e tinta tipográfica (substituindo tipos móveis por fotopolímero), hot stampping, offset ou impressão digital. As tiragens são sob demanda, por isso as edições nunca se esgotam. Os exemplares podem ser adquiridos diretamente com o editor pelo mail vanderleymeister@gmail.com , pelo www.sebobac.com.br e na Dona Laura Livraria, tel. 21-2522.8362.
Escrito por Claudinei Vieira às 08h49
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CESAR VALLEJO NO MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA
"No dia 14 de abril, às 19h30, o Memorial da América Latina, em conjunto com o Instituto Cervantes, presta uma homenagem ao poeta peruano César Vallejo (1892-1938), que neste ano completa 70 anos de morte. O evento conta com palestras, exibição de vídeo, leituras e musicalização de poemas.
"Vallejo é considerado um escritor universal, pois além de propor uma nova linguagem poética, retrata em seus trabalhos a alma e a dor humana – a ruptura formal vem acompanhada pelo desapego do homem em relação ao mundo que o cerca e até de si mesmo.
"O poeta nasce em 1892, em Santiago de Chuco, região andina localizada ao norte do Peru. Em 1910, muda-se para Trujillo e ingressa na Faculdade de Letras e Filosofia - oportunidade que lhe proporciona contato com um novo ambiente, cercado de jornalistas, intelectuais, escritores e artistas. Foi neste período de efervescência político-social que Vallejo toma conhecimento das idéias marxistas e da psicanálise. Lança seu primeiro livro "Los Heraldos Negros", em 1919.
"Em 1920, ao visitar a família em sua terra natal, envolve-se em conflitos sociais e acaba preso injustamente durante três meses. O episódio tem fundamental importância em sua vida e se reflete de maneira significativa em seu segundo livro, "Trilce" (1922). A obra é considerada fundamental pela renovação da linguagem poética hispano-americana, pois se afasta dos modelos tradicionais que até então eram seguidos, adotando uma linha mais modernista e realizando um angustiante e desconcertante mergulho nos abismos da condição humana.
"No ano seguinte, em Paris, participa com amigos como Huidobro, Gerardo Diego, Juan Larrea e Juan Gris de atividades de cunho vanguardista renunciando à sua própria obra "Trilce". Em 1927, aparece firmemente comprometido com o marxismo, escreve artigos para periódicos e revistas, peças teatrais, relatos e ensaios de intenção propagandistas, como "Rússia" em 1931.
"Inscrito no Partido Comunista da Espanha (1931), é designado para ser correspondente, acompanha os acontecimentos da Guerra Civil e escreve o seu poema mais político: "España, aparta de mi este cáliz', que aparece em 1939 impresso por soldados do exército republicano. Toda a obra poética produzida durante o período foi publicada parcialmente em diversas revistas, e foi só postumamente reunida sob o título: "Poemas humanos" (1939). Nesta produção é visível seu esforço em superar o vazio e o niilismo que vemos "Trilce" e em incorporar elementos históricos e da realidade concreta (peruana, européia, universal).
Vallejo morreu em Paris, em 1938. Desde então, embora curta, sua obra não cessou de influenciar as letras latino-americanas."
Programa: 19h30: Apresentação – Amalio Pinheiro 19h45: Comentário – Horácio Costa 20h: Vídeos, com Pedro Granados (poeta peruano, estudioso de Vallejo) e Antonio Moura (poeta e tradutor) 20h15: Tradução musical de poemas de César Vallejo, por Rica P. 20h30: Leitura de poemas de César Vallejo por Amalio Pinheiro, Horácio Costa, Coletivo Vaca Amarela e convidados.
Serviço: César Vallejo Data: 14 de abril, segunda-feira, às 19h30 Sala dos Espelhos – Auditório Simón Bolívar Entrada: Portão 12 Estacionamento: portão 15 - R$ 10,00
Memorial da América Latina Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda (ao lado do metrô) Entrada franca Telefone: (11) 3823-4600
BARRO NU (Os Arautos Negros)
Erguem-se visagens fúnebres do lábio como batráquios terríveis na atmosfera. Pelo Saara azul da Substância caminha um verso cinza, um dromedário
Fosforesce um esgar de pesadelos cruéis. E o cego que morreu repleto de vozes de neve. Madrugar o poeta , o nômade, é um dia áspero para ser homem.
As Horas seguem febris e abortam nos ângulos rubros séculos de ventura. Quem corta o fio, quem desfaz impiedosamente os nervos, cordéis já gastos, na tumba?
Amor! E tu também. Pedras gastas se delineiam na tua máscara que se rasga Contudo, a tumba é um sexo de mulher que conquista o homem!
(Trad. Jorge Henrique Bastos)
XIII (Trilce)
Penso em teu sexo. Reduzido o coração, penso em teu sexo diante do raiar maduro do dia. Digito o botão da felicidade, está preparado. E desaparece o sentimento antigo degenerando com prudência.
Penso em teu sexo, o sulco mais fecundo e harmonioso que o ventre da Sombra, embora a Morte possa conceber e gerar o próprio Deus.
Oh Consciência penso, sim, no animal livre que copula onde quer, onde pode.
Oh , escândalo de mel dos crepúsculos oh estrondo mudo
odumodnortse!
(Trad. Jorge Henrique Bastos)
Escrito por Claudinei Vieira às 01h52
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Poemagem: TENHO POLUIÇÃO NAS VEIAS
Escrito por Claudinei Vieira às 06h57
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Devoradores, em lançamento na Casa das Rosas : Fotoblog em ação

Lançamento de DEVORADORES, de Astolfo Araujo, na Casa das Rosa, dia 11 de abril. FOTOBLOG EM AÇÃO aqui
Escrito por Claudinei Vieira às 06h54
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TODA PROSA II : Fotoblog do Desconcertos em ação

Imagens do lançamento da antologia TODA PROSA II, de Márcia Denser, promovido pelo Sebo do Bac no Espaço Parlapatões, Praça Roosevelt. Isso é o Fotoblog do Desconcertos em ação, aqui
Tem mais imagens no blog do Sebo aqui
Escrito por Claudinei Vieira às 08h54
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O SHOW DO BOURBON

"É HOJE, quarta.
Fiquei com um pequeno frio na espinha outro dia por conta do tal show do Bourbon. Há, eu que não temo palco nenhum, fiquei nervosinha.
E quando digo que não temo palco, não quer dizer que não respeito. Mas é que, porra, depois de trocentos anos entrando em cena, algum tipo de intimidade com isso você tem. Então vamos lá.
Não há lista VIP (detesto essa expressão, mas não achei outra melhor), então rola uma lista de meia-entrada.
Fica assim: Show - 21:30 $28 - na porta $14 - nome na lista
Para colocar o nome na lista, entre aqui e cadastre-se (escolha o assunto "Quero ir à festa da revista").
Nem preciso dizer que ficarei imensamente feliz se a casa estiver cheia de amigos. Vamos finalmente tocar fora de casa.
E eu prometo, Paulo de Tharso, encarnar a cantora e não fazer nenhuma gracinha com a platéia. Prometido, jurado, compromissado."
Fernanda D'Umbra
Escrito por Claudinei Vieira às 13h49
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TODA PROSA II, de Márcia Denser : Lançamento Hoje!
Talvez haja poucos momentos tão extraordinários como esse. Márcia Denser lança um novo livro. Sua escrita poderosa, sempre elegante, sempre refinada, absolutamente autêntica, tão orgulhosa e ciente de sua qualidade. O 'verdadeiro' como o real patamar para uma literatura que possui como única razão de existência a sua própria literatura, mas que consegue não se fechar em si, não se auto-centra infinitamente, mesmo para um tipo de universo literário que, à primeira vista, e de modo simplista, no seu caso, é 'confessional'. Seja como Diana, Júlia ou Raúl (Marini, Zemmel, K.), Márcia parte do imperativo potente e individualista para criar um comentário soberbo não somente sobre as relaçoes humanas, sobre suas motivações internas e profundas, não somente dos eixos familiares e conflitos pessoais, mas de toda a realidade que as cerca, forma e permite existir. Sociedade, literatura, escrita soberba, humanidade, amor, perdas. É a vida que jorra, tão bem descrita e narrada, escarrada e cuspida, pela melhor escritora brasileira em atividade.
Para abrilhantar a ocasião, Fernanda D´Umbra lerá trechos de alguns dos textos. Sobre a Fernanda já disse algo dos meus sentimentos alguns dias atrás, no entanto sei que ainda não consegui expressar toda a admiração que sinto por esta mulher, atriz, cantora, dançarina. Márcia Denser e Fernanda D´Umbra no mesmo evento. Creio que falei sobre momentos extraordinários. E que não podem ser perdidos.
Para acrescentar, o lançamento está sob a batuta desse guerrilheiro das letras, o Anselmo Luis, o Bactéria, o dono do Sebo do Bac. Que mais? Vai ser no Parlapatões, na Praça Roosevelt, um dos lugares mais quentes da cultura paulistana no momento.
Márcia Denser, Fernanda D´Umbra, Sebo do Bac, Parlapatões, Praça Roosevelt. Caramba!
É Hoje. Terça-feira, dia 08 de abril. 19 h. Praça Franlin Roosevelt, 158

Escrito por Claudinei Vieira às 08h09
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UM MOMENTO NA CONSTITUIÇÃO DE UM FANZINE DE LITERATURA
(escrevi e postei este texto já faz algum tempo, várias pessoas já o leram; pensei nele quando escrevi o comentário sobre o livro 'Circunvago' e seu lançamento na semana passada; talvez nem tenha tanto a ver uma coisa com a outra, embora considere ter alguma ligação; de qualquer modo, aproveito o gancho para republicá-lo; alguns detalhes estão desatualizados, a faculdade é um passado até meio distante, no entanto a idéia principal ainda é a mesma, creio que isso vai ficar bem claro para quem o ler pela primeira vez)
Então, estávamos nós quatro, eu, Tatiana, André e Fransueldes para terminarmos um texto de apresentação para o nosso fanzine, o Cloaca, em outras palavras o editorial, o nosso manifesto.
Deixe-me especificar melhor este momento: somos quatro pessoas que, por sermos daquela categoria da humanidade que possui algumas pretensões ´estranhas´ e excepcionais, isto é, queremos ser escritores e até produzimos algumas coisas escritas, carregamos algumas características pessoais muito bem definidas e demarcadas. Em suma, somos egocêntricos, megalomaníacos, pretensiosos e convencidos. Creio que todo e qualquer escritor é assim, Precisa ser assim, pois caso contrario, como poderíamos acreditar que haveria pessoas que realmente estariam interessadas e curiosas em ler alguma coisa nossa? Mais ainda que isso: como poderíamos acreditar que o que escrevíamos teria algum tipo de qualidade que nos fizesse ter vontade de mostrar para todo mundo? Eu acreditava, e continuo acreditando, que fazemos algumas coisas de qualidade e não é a toa, por exemplo, que o Fran tenha ganho um prêmio Nascente de Literatura lá da usp (entre outros prêmios, diga-se de passagem).
Enfim, para o editorial decidimos que seria um texto-conjunto, escrito a oito mãos. Cada um apresentaria uma proposta e encima dele discutiríamos e tiraríamos um texto final. Eu pensei aqui com os meus botões “Isso não vai dar certo” e, de imediato, disse que não apresentaria uma proposta geral, não. Na verdade, o meu sentimento era o seguinte: “como assim, um texto meu vai ser mexido e remexido por outras pessoas, mesmo sendo meus amigos, inclusive fazendo alterações que, eu o Autor, não gostaria e, pior, teria que aceitar em nome do grupo?”. Não, não. Me abstive da experiência. E só fiquei esperando para ver o que iria acontecer.
Pois bem, a primeira a apresentar uma proposta foi a Tati. Ela é um doce de criatura, umas das figuras mais doces e simpáticas da face da Terra e sua poesia era densa e pesada, altamente filosófica, algumas vezes até meio difíceis de serem compreendidas, e mesmo sua prosa é marcadamente poética (é uma característica sua que, inclusive, até passa para algumas de suas resenhas no igler). O texto que ela apresentou refletia, é lógico, sua personalidade: ela fez questão de não ser complicada, foi explicativa, simples e direta, doce até. Bom, para um fanzine cujo nome era Cloaca e que tinha como pretensão retratar a fria e turbulenta vida urbana e citadina... não caia bem um manifesto “doce”. Não deu certo.
O seguinte foi o André. Ele é o Acadêmico da turma. É o único de nós que, com certeza, será um verdadeiro Historiador, com idéias e pensamentos históricos próprios, e não professor-de-história como tantos outros. O seu lado literário puxa bastante para a crônica e é um verdadeiro dramaturgo, tem algumas peças escritas que merecem ser montadas o mais rápido possível. O seu manifesto era experimentalista, mexia com as palavras, as frases, os sentidos semânticos. Era um trabalho bárbaro de interessante, mas como editorial era um fracasso, simplesmente, porque ininteligível. Decidimos que aquilo caberia muito bem dentro do fanzine e não como sua apresentação.
Já estávamos ficando meio preocupados quando o Fran apresentou o seu texto e ficamos aliviados: O Manifesto, tanto no seu formato quanto nas idéias e em nossa ideologia estava lá. Era aquilo. Era tão sujo, violento e provocador quanto a sua própria literatura dos contos que escreve, mas ao mesmo tempo era simples e claro, colocando tudo que havíamos já discutido. Era exatamente o que queríamos.
Perfeito, não? Acabado, não é mesmo? Até parece! Foi aí que o texto do Fran começou a ser destrinchado, discutido e reavaliado. Eu observava horrorizado o grau de minúcias com o qual eles se engalfinhavam. Foi somente por conta de nossa profunda amizade e respeito absoluto pela sua literatura que permaneci até o final dessa discussão (que levou algumas semanas! Isso é ou não é coisa de escritor megalomaníaco?!). Mas, enfim o fanzine saiu, teve festa de lançamento lá na faculdade e tudo, e é o nosso maior orgulho.
Isto tudo já faz alguns anos. Há poucos dias atrás, eu vi o Fran se dirigindo ao André: “Você estava certo. Aquela virgula devia ser mesmo ponto-final” .
Sem comentários.
Escrito por Claudinei Vieira às 02h46
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HEIMAT NA CASA DAS ROSAS

O grupo Heimat formado por brasileiros e alemães encheu a Casa das Rosas com um som estranhamente melodioso. Vozes, língua, temas e história alemãs, embaladas por ritmos e levada brasileiros, como xote, bossa-nova, mpb. Música folclórica alemã de 500, 400 anos, acompanhadas por tamborim e baixo elétrico. Estranho, diferente, muito interessante, as músicas fluiram gostosamente. Jorge Degas, baiano, radicado na Dinamarca há 18 anos, e o alemão Andreas Weiser são parceiros há muito tempo, e seu trabalho se concretizou por este grupo, que prova as misturas podem até ser estranhas no início, mas quando a qualidade e a beleza se juntam, o resultado só pode ser esse: belo.
veja mais fotos de que como foi esta germano-brazuca noite na Casa das Rosa AQUI, no Fotoblog do Desconcertos
Escrito por Claudinei Vieira às 03h11
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opa, em tempo: HOJE, uma sexta desconcertantemente musical
Música folclórica alemã, com sotaque e ritmo brasileiros, Instituto Martius-Staden promove na Casa das Rosas; FÁBRICA DE ANIMAIS, no glorioso Juke Point. Convite um de Ana Rüsche, convite outro de Fernanda D´Umbra. Dá pra sair de uma balada para entrar fundo em outra.
Desses momentos próprios únicos desconcertantes que São Paulo proporciona.
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O Instituto Martius-Staden convida a todos para o concerto:
HEIMAT – VON FERN SO NAH Terra Natal - tão perto tão longe,
no dia 04/04 (sexta-feira), às 19h na Casa das Rosas – Entrada Franca. Av. Paulista, 37, Bela Vista. São Paulo - SP 11 3285-6986/ 3288-9447 (próximo à estação Brigadeiro do metrô). Este projeto musical é uma colaboração do baixista e guitarrista brasileiro Jorge Degas e do alemão percussionista, compositor e autor Andreas Weiser, com a colaboração das cantoras Nina Ernst, Sahrin Rezai e convidados. Trata-se de novas interpretações sobre músicas folclóricas alemãs, elaboradas com criatividade em ritmos tipicamente brasileiros, que animam o ouvinte para uma sonoridade gostosa e inusitada.
Esta apresentação acontecerá na Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, no dia 4.4., sexta-feira, às 19h, com apoio do Kulturfset e patrocínio do Instituto Robert Bosch e KS Pistões. Músicos:
 Jorge Degas (Violão, Baixo) Compositor, guitarrista/violonista e baixista carioca. Há 18 anos reside na ilha dinamarquesa Fünen. Um dos mais extraordinários baixistas, internacionalmente conhecido pelo seu estilo de tocar baixo com acordes. Tocou e toca com grandes nomes da MPB, como Alceu Valença, Martinho da Vila, Jorge Aragão, Paulo Moura, entre outros. Há anos interessa-se pela cultura das canções tradicionais européias, descobrindo assim o repertório das canções alemãs. www.jorgedegas.dk Andreas Weiser (Percussão, Vocal) Músico e compositor de Berlim. Autor de diversas peças radiofônicas, Features, filmes e trilhas sonoras. Percussionista em diferentes formações, alemãs e internacionais, de Jazz e Worldmusic. Há 20 anos trabalha em parceria com Jorge Degas, entre outras na Formação Xiame. www.weiserarts.com Sahrin Rezai (Vocal) Cantora de Jazz de compositora com ascendência persa-alemã. Formada na Escola Superior de Música e Teatro Felix-Mendelsohn-Bartholdy em Leipzig. Aluna de Peter Elkus. Produções e performances nas áreas de Jazz, Soul, Funk e Hiphop na Alemanha. www.sahrinrezai.com
Nina Ernst (Vocal) Atriz, locutora e cantora de Jazz. Formada na Escola de Interpretação de Hamburgo e pela Stage School of Music, Dance and Drama (Hamburgo). Cantora de diversas Jazzbands em Berlim. www.nina-ernst.de
Para ouvir e conhecer o som deles, clique aqui: http://degasweiser.calabashmusic.com

Fernanda D´Umbra convida: "FÁBRICA DE ANIMAIS
De volta ao Juke Joint, sexta, dia 04 de Abril.
À meia-noite a casa abre e, antes que o público desapareça, a gente toca.
Fábrica de Animais ainda é: Flávio Vajman na gaita e no acordeão. Sérgio Arara na guitarra. Leonardo Costa no baixo. Cristiano Miranda na bateria. Fernanda D´Umbra nos vocais.
Especialmente convidados nesta noite: Célio Brant no sax e Marcião nos vocais.
A entrada é gratuita, mas o Flávio pediu pra quem puder, levar uma lata de leite em pó.
Eu vou levar.
JUKE JOINT - Rua Frei Caneca, 304 não aceita cheque, não aceita cartões, não aceita sequer reclamações como diz a Renata, uma amiga, esse cara é mais comuna do que eu! "
Escrito por Claudinei Vieira às 12h54
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AGITOS EM FOTOS: FOTOBLOG DO DESCONCERTOS EM AÇÃO
Duas noites extremamente agradáveis. Na quarta, dia 02, foi a noite da conversa de Alice Ruiz e Adriana Falcão, no B_arco, com Marcelino Freire. Foi um bate-papo ótimo, repleto de momentos de bom-humor e histórias de vida, de suas carreiras, de seu pensamento, de sua arte. As duas têm muitas histórias e sabem como contá-las. Muito bacana. Veja as fotos AQUI.
Na Quinta, dia 03, foi o lançamento do livro CIRCUNVAGO, resultado da oficina de literatura realizada e organizada pela escritora Maria Alzira Blum Lemos. Sobre o livro e suas premissas já opinei no post anterior. Sobre como foi a festa, remeto-lhes a algumas imagens no fotoblog, claro.


Escrito por Claudinei Vieira às 02h54
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AGITOS LÍTERO-PAULISTANOS
Cássia Eller cantava que ‘queremos notícia mais séria sobre a descoberta da antimatéria’ e também ‘queremos saber quando vamos ter raio laser mais barato’. Eu, por mim, me contentava com um simples aparelho de teletransporte. Enquanto o século XXIII não chega, temos de nos contentar em quebrar a cabeça em saber como estar em dois, três ou quatro eventos ao mesmo tempo, e todos importantes.
Bueno, hoje, dia 02, quarta-feira, está mais sossegado (ou melhor, estou centrado, olhando para um único ponto; pois se viro a cabeça alguns centímetros é certo que encontrarei outras dezenas de atividades; mas, se olhar, eu não ando; portanto: em frente). No b_arco – brasil_artecontemporânea (R. Dr. Virgilio de Carvalho Pinto 422, São Paulo SP 05415-020), Marcelino Freire recebe para um bate-papo Adriana Falcão e Alice Ruiz, inaugurando uma série de encontro com grandes escritores brasileiros, dentro de sua Oficina Viagem Literária. Para quem ainda não viu Marcelino em sua verve debatedora não sabe o que está perdendo. Encontros abertos e gratuitos, 19:30.

Amanhã, dia 03 quinta-feira, é que complica. Por um lado, tem a querida Cristiane Lisbôa lançando o que promete ser uma delícia de romance “Sylvia não sabe dançar”. O convite já é ótimo!: “Rio de Janeiro, fim da década de 1920. Sylvia, uma mulher profundamente ofendida, atira em um famoso jornalista e ilustrador. Ele morre nos braços do irmão, Nelson Rodrigues. As semelhanças entre a vida real e esta história param por aqui. A história verdadeira foi ficcionalizada a ponto de se tornar outra, nova. O que une as duas é o cheiro da pólvora”. E ainda a recomendação: “Chegue cedo. Dizem que a Sylvia vai passar por lá.” Uau.
A Cristiane montou uma belíssima virtual para o livro, chiquérrima, estilo Hollywood!, onde se pode ter as informações mais precisas, pegar imagens do livro, conhecer melhor a autora, e até ler trechos do livro. É aqui. E o lançamento é lá: Livraria da Vila – Lorena, Alameda Lorena, 1731 – Jardins, a partir das 19:00.
Ás 20:00, no b_arco – brasil_artecontemporânea tem CIRCUNVAGO.

Devo dizer, antes de mais nada, que não acredito em projetos de literatura coletiva. Para mim, é praticamente um contrasenso. Literatura é escrita individual, personalizada, íntima. Se torna coletiva, social, ao terminar o trabalho de sua escrita e passar a ler lida. O leitor acaba se tornando um partícipe dessa literatura, o complementa, em verdade o concretiza. Mas é sempre um passo posterior.
Portanto, levei um choque ao ler o trabalho realizado pela oficina de narrativa ministrado por Mario Bellatin, com Maria Alzira Blum Lemos, no qual 14 pessoas (quatorze) participaram da feitura de uma narrativa única. Literatura escrita a vinte e oito mãos! Impossível, voce diria. Impossível, eu mesmo me disse. (certa vez, tentei fazer isso com um grande amigo, escrever uma peça teatral conjuntamente: o pouco que escrevemos foi uma porcaria, quase acabou com nossa amizade, e o trabalho nunca foi feito...; quatorze pessoas, então... rio disso).
Portanto, de novo, levei um choque. Em primeiro lugar, porque não se distingue autorias diversas. Em tudo e por tudo, possui a forma, a estrutura, e o resultado, de uma única ‘entidade’ pensante. Um grupo o escreveu e o texto é completamente coerente com a cabeça e o talento de Um grupo e não de diversas pessoas. Isso já é maluco o suficiente. E ao mesmo tempo o texto é de uma excelência ímpar. Isto é, é muito bom! É curto, tem trinta e duas páginas; no entanto, eu tive que parar a leitura algumas vezes e ficar me convencendo que, sim, aquilo é muito boa literatura. E escrita por um coletivo!
Certo, eles vão estar presentes no b_arco, a partir das 20:00. O grupo. Mario Bellatin. A querida Maria Alzira. Circunvago.
Escrito por Claudinei Vieira às 05h24
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ALGUNS FILMES

Há tantos filmes que gostaria de comentar, mas tenho perdido tempo e vários já sairam inclusive de cartaz. Paciência, em vez de 'estudos resenhistícos', algumas breves considerações rápidas.
Como 'Across the Universe'. Em verdade, para quem não goste de musicais, é melhor pular para outro parágrafo e outro filme, pois não há sentido em discutir gostos díspares. 'Across the universe' é um musical, típico até naquela forma de transformar músicas e suas letras em diálogo ou cenas de dança e música em plena ação e no meio de uma cena, repentinamente. Devidamente avisado, prossigamos.
É uma bobeira tamanha. Faz uma mistureba com as músicas dos Beatles e adapta suas letras com resultado nem sempre (ou quase nunca) positivos, chegando até a alguns momentos verdadeiramente constrangedores, como na cena de 'Hey Jude' (a pior de todas). Não há uma história propriamente dita, é mais desculpa para ordenar e seguir com mais músicas, criando espaços vazios e sem graça, mas vá lá: um rapaz inglês sai de Liverpool para os Estados Unidos para encontrar seu suposto pai norte-americano e acaba se envolvendo com uma garota cujo namorado morre no Vietnã. São as idas e vindas amorosas com ela e a amizade com seu irmão que também é convocado para a guerra que formam o pano de fundo. Julie Taymor, a diretora, ainda utiliza histórias dos Beatles e as adapta metamorfoseando-as em algumas cenas, como na apresentação de uma banda de rock encima da laje de um prédio, ou usando um ator inglês que tem a mesmíssima cara do Paul MacCartney quando jovem. O resultado final de tudo é muito artificial, não serve como parábola política (guerra do vietnã, iraque, entendeu a coisa?) nem como representação de época ('Hair' fez isso muito melhor! e com músicas sensacionais) (aliás, lembra de 'Hair'?, o melhor filme-hippie de todos os tempos?)
Eu adorei! Em primeiro, gosto de musicais (por aí, já definimos gostos ou desgostos mútuos, certo?). Tem as músicas dos Beatles que, apesar de maltratadas a maior parte do tempo, ainda assim são as músicas dos Beatles (e, por 'tratamento' estou me referindo ao que Julie Taymor fez no filme; musicalmente, as versões estão muito bem feitas, com uma 'roupagem' moderna, mas que em nenhum momento as desfigura e há várias interpretações memoráveis). Se há momentos deploráveis e péssimos ("Hey Jude'), há outros sensacionais como 'Let it Be' (a melhor de todas) e 'Come Together'. Há participações especiais marcantes e inesperadas, como a do Bono (que consegue não estragar a música, o que já vale alguma coisa), do Joe Cocker (espetacular, como sempre), da Salma Hayek (maravilhosa, como sempre, e aqui multiplicada em várias enfermeiras sexys). E tem a Evan Rachel Woods, a lourinha meio sem sal, arquetípica representante da mulher norte-americana-classe média, muito gostosinha, e por quem eu, obviamente, já estou apaixonado.

Eu sinceramente não vejo sentido em "Não estou lá", a cinebiografia multifacetada de Bob Dylan pelo diretor Todd Haynes. Isto é, ele tentou criar esta infinita variação que existe na própria vida e músicas do cantor, mas a impressão que me passou ao final é de que houve uma preocupação tão grande em ser o mais inventivo e criativo e diferenciado possível que acabou não dando espaço para idéias de verdade. Não sei, não me convenceu.
Por certo, há momentos muito bacanas, humor e escracho (em especial, a já tão decantada perfomance da Cate Blanchet, o que por mim já valeria o filme inteiro) (aliás, me passou pela cabeça que, em separado, seria um curta-metragem espetacular). Interessante, mas só.

Em 'O Orfanato', o problema talvez seja o exato contrário de 'Não Estou Lá'. Isto é, se Lá houve um excesso de experimentação vazia, Aqui não houve experimentação nenhuma. Todos os clichês são utilizados (muito bem utilizados, por sinal), tecnicamente irrepreensível, mas a com a nítida impressão de deja vu completamente incômoda. Um mulher vai morar junto com o marido e o filho pequeno no antigo orfanato onde ela mesma foi criada. Ela tenta reerguer o lugar, enquanto seu filho começa a brincar com brincadeiras cada vez mais perturbadoras. Com a ajuda de alguns 'amiguinhos' 'imaginários'.
Nenhuma novidade. Nada que não tenhamos visto em "Os Outros" ou "Sexto Sentido" ou "O Iluminado" (só para citar coisa muito boa) ou em qualquer outro filme de casa mal-assombrada.
Direção muito bem realizada pelo Juan Antonio Bayona que consegue criar e manter aquele clima de suspense bem correto de filme de terror psicológico (e, portanto, não deixa o filme cair em somente 'mais um filme de fantasmas'). O que segura mesmo tudo é a interpretação da Belen Rueda, sem a qual todo o resto seria somente passável. O filme vale mesmo por ela.

La Môme. Eu já disse por aqui, se não me engano (e, se não disse, digo-o agora) que foi um dos melhores filmes que assisti ano passado. Emocionante, a ponto de sair do cinema chorando. Belíssima recriação e comentário sobre a vida da Edith Piaf, o que seria suficiente para um melodrama pesado, meloso e insuportável. O que Olivier Dahan consegue é contar toda essa tragédia sem cair nos maneirismos fáceis e descartáveis. Lindo. Lindo.
Com licença, digo mais uma vez: Lindo.
E ainda traz uma daquelas perfomances arrepiantes que evidencia um ator em estado de graça, daquelas coisas mediúnicas, onde se encarna o personagem a ponto de não sabermos distinguir a pessoa atuando da pessoa personagem. Marion Cotillard. Atuação estonteante. Sem mais palavras.
Escrito por Claudinei Vieira às 05h40
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